Por que decidimos criar um aplicativo de menstruação seguro, sem rastreio de fertilidade
A história por trás de uma escolha diferente: proteger a privacidade das meninas e criar uma experiência menstrual sem dados sensíveis, pressão ou gatilhos adultos
Quando pensamos na primeira menstruação de uma menina, é comum imaginar as dúvidas, as mudanças no corpo e aquele momento em que ela começa a entender uma nova fase da vida.
Mas existe uma pergunta que quase nunca fazemos e que, como mãe, passou a ocupar meus pensamentos: o que acontece com as informações que ela registra em um aplicativo de ciclo menstrual?
Hoje, muitas famílias recorrem à tecnologia para ajudar as filhas a acompanhar o ciclo, entender sintomas e registrar emoções. É uma ferramenta que pode facilitar muito essa jornada.
Junto com essa praticidade, também surge uma responsabilidade importante: garantir que essas informações tão íntimas sejam tratadas com respeito e segurança.
Foi justamente a partir dessa preocupação que nasceu o Sosô. Antes de pensar em recursos, gráficos ou previsões, nós pensamos em uma pergunta muito mais simples: como criar um aplicativo de menstruação seguro para meninas que estão vivendo seus primeiros ciclos?

O problema dos aplicativos menstruais que sabem mais do que precisam
Quando comecei a pesquisar os aplicativos disponíveis, percebi que quase todos seguiam a mesma lógica. Foram desenvolvidos para mulheres adultas, com foco em fertilidade, ovulação, gravidez e planejamento reprodutivo.
Faz sentido para quem está vivendo essa fase da vida, mas não para uma menina de nove, dez ou doze anos que acabou de menstruar.
Foi nesse momento que percebi que o mercado estava tentando adaptar ferramentas criadas para um público completamente diferente.
Em vez de desenvolver soluções específicas para meninas, muitos aplicativos apenas simplificavam a linguagem, mantendo a mesma estrutura de coleta de dados e funcionalidades voltadas ao universo adulto.
Como mãe, isso nunca pareceu fazer sentido para mim. Minha filha não precisava de um aplicativo que previsse seu período fértil.
Ela precisava de um espaço seguro para entender o próprio corpo, registrar como estava se sentindo e descobrir que todas aquelas mudanças faziam parte do crescimento.
Dados menstruais são informações íntimas
Quando uma menina registra no aplicativo que está com cólica, triste, ansiosa ou que sua menstruação começou, ela está compartilhando informações sobre sua saúde, suas emoções e um momento muito importante da sua vida.
Esses registros merecem o mesmo cuidado que damos a qualquer outro dado sensível. Afinal, eles fazem parte da intimidade da criança e da confiança que ela deposita naquela ferramenta.
Por isso, acredito que toda família deveria se fazer algumas perguntas antes de instalar um aplicativo:
- Quais informações realmente precisam ser coletadas?
- Onde esses dados ficam armazenados?
- Existe transparência sobre o uso dessas informações?
- Esse aplicativo foi pensado para meninas ou apenas adaptado para elas?
E quando informações pessoais deixam de ficar apenas no aplicativo
O relatório divulgado pela Mozilla Foundation trouxe justamente essa reflexão. Ao analisar aplicativos populares de acompanhamento menstrual, a organização identificou diferenças importantes na forma como cada plataforma tratava os dados das usuárias.
O objetivo não é criar medo ou desconfiança sobre toda tecnologia. Pelo contrário. A tecnologia pode ser uma grande aliada quando é construída com responsabilidade.
Mas esse cenário mostrou que privacidade não pode ser vista como um detalhe escondido na política de uso.
Ela precisa fazer parte do próprio projeto do aplicativo, principalmente quando estamos falando de crianças e adolescentes.

Por que escolhemos criar o Sosô de outra forma
Quando começamos a desenvolver o Sosô, fizemos uma escolha que guiou todas as outras decisões do projeto.
Nós não queríamos criar uma versão infantil de um aplicativo adulto. Queríamos criar um aplicativo completamente novo, pensado desde o início para meninas que estão conhecendo o próprio corpo.
Essa diferença parece pequena, mas muda tudo.
Menstruação na adolescência não precisa começar pela fertilidade
Quando uma menina tem sua primeira menstruação, ela está aprendendo coisas muito básicas e importantes:
- “Por que meu corpo está mudando?”
- “Por que meu humor parece diferente em alguns dias?”
- “Isso que estou sentindo é normal?”
Essas são as perguntas que merecem espaço nesse momento. A adolescência é uma fase de construção de identidade, e cada menina vive essa experiência de uma maneira única.
Por isso, criamos um aplicativo menstrual pensado para educação, acompanhamento e autoconhecimento, não para antecipar assuntos que pertencem a outra fase da vida.
Um aplicativo criado para meninas, não adaptado para elas
Cada funcionalidade do Sosô foi construída pensando na realidade de quem está vivendo os primeiros ciclos menstruais.
Ao invés de falar sobre fertilidade, preferimos falar sobre autoconhecimento e escolhemos explicar as mudanças do corpo com uma linguagem simples, acolhedora e apropriada para a idade.
Privacidade desde o primeiro código
Outra decisão importante foi pensar na privacidade antes mesmo de escrever as primeiras linhas de programação.
Isso significa que a proteção das informações não surgiu depois. Ela faz parte da essência do aplicativo.
No Sosô, os registros de ciclo, humor e sintomas permanecem armazenados no próprio aparelho da usuária. Não existe um interesse em transformar essas informações em um produto ou em coletar dados que não sejam necessários para a experiência da menina.
Para nós, um aplicativo de menstruação seguro começa exatamente aí: respeitando aquilo que pertence apenas à usuária.
Segurança também significa proteção emocional
Quando falamos em segurança, muita gente pensa apenas em tecnologia. Mas existe outro tipo de proteção que também importa muito: a emocional.
Por isso, o Sosô não possui feed social, interação entre usuárias nem conteúdos voltados ao público adulto.
Queríamos criar um ambiente tranquilo, onde meninas pudessem aprender sobre o próprio corpo sem comparação, pressão ou exposição desnecessária.
Afinal, crescer já traz desafios suficientes. A tecnologia não precisa criar novos.
Como escolher um aplicativo de menstruação seguro para sua filha
Se você também está procurando um aplicativo para acompanhar sua filha nessa fase, vale observar alguns pontos antes de fazer sua escolha.

Mais do que comparar funcionalidades, vale olhar para o propósito da ferramenta. Pergunte-se se aquele aplicativo realmente foi desenvolvido para atender às necessidades da sua filha ou se apenas adaptou recursos pensados para outro público.
No fim das contas, escolher um aplicativo de menstruação seguro também é uma forma de cuidar.
Assim como prestamos atenção aos alimentos que nossas filhas consomem, aos conteúdos que assistem ou aos lugares que frequentam, também faz sentido olhar com carinho para as tecnologias que fazem parte do dia a dia delas.
Um aplicativo seguro também é uma forma de acolher
A primeira menstruação não deveria ser lembrada como um momento de medo ou vergonha.
Ela pode ser uma oportunidade para fortalecer a autoestima, incentivar o autoconhecimento e construir uma relação saudável com o próprio corpo.
Foi pensando nisso que criamos o Sosô. Queríamos oferecer às meninas um espaço onde elas pudessem registrar seus ciclos, entender suas emoções e tirar dúvidas sem precisar entrar em um universo pensado para mulheres adultas.
E queríamos oferecer às famílias a tranquilidade de saber que a privacidade delas foi considerada desde o primeiro dia.
Se você procura um aplicativo de menstruação seguro, criado especialmente para meninas e desenvolvido por pais que viveram essa mesma experiência dentro de casa, queremos convidar você a conhecer o Sosô: Ciclo Menstrual sem Drama.
Nossa missão é ajudar meninas a atravessarem essa fase com informação, acolhimento e confiança, respeitando o tempo de cada uma e protegendo aquilo que elas têm de mais valioso: sua privacidade.
Baixe o Sosô na App Store ou no Google Play e descubra uma nova forma de acompanhar a primeira menstruação da sua filha, com mais segurança, cuidado e sem drama.
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Veronica Tarsitano é estudante de Enfermagem, brasileira vivendo em Portugal. Casada e mãe de três filhos, incluindo a menina que deu nome e inspirou o Sosô, ela escreve a partir da experiência real de acompanhar a primeira menstruação de perto, sem filtros.
Baixe o app Sosô e acompanhe tudo isso na prática
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